Nova tecnologia do Google promete proporcionar conversas naturais com assistentes virtuais
Ainda em fase de desenvolvimento, LaMDA permite que assistentes virtuais e outras tecnologias automatizadas desenvolvam um diálogo menos robótico na hora de interação com o usuário
Em meio às diversas novidades, o evento do Google nesta terça (18) trouxe novidades sobre um projeto que pode revolucionar a forma como interagimos com assistentes virtuais. Batizado de LaMDA – abreviação para Modelo de Linguagem para Aplicações de Diálogo – a nova tecnologia permite que o público tenha conversas naturais com sistemas de interação como do Google Assistente, a Alexa e a Siri.
Ainda em fase de testes, o aprimoramento no caso possibilita que a assistente virtual do Google deixe de funcionar com base em uma série de perguntas e respostas pré-programadas e passe a “engatar de uma forma livre e fluida sobre um número infinito de tópicos” – em outras palavras, a relação homem-máquina fica menos truncada e passa a funcionar como uma conversa normal. No evento, o CEO Sundar Pichai demonstrou essas capacidades a partir de dois exemplos de tópicos distintos, Plutão e um avião de papel, e em ambos a LaMDA conseguiu manter a conversa sem se confundir com “respostas” ou “perguntas”.
A LaMDA por enquanto funciona dentro de conversas de texto, mas Pichai afirmou na apresentação que eventualmente a tecnologia será expandida a elementos como vídeo e áudio, além de incorporada a ferramentas existentes como o próprio Google Assistente e o Google Maps. As aplicações são muitas, afinal, em especial se considerar a flexibilidade que o programa permite a serviços de buscas e pergunta e resposta.
Essa fase está um pouco longe ainda, entretanto. No blog oficial, o Google escreve que investiga “formas de garantir que as respostas da LaMDA não sejam apenas convincentes como corretas”, algo que a companhia entende como um desafio para modelos de linguagem dado que o sistema não é construído em torno do que é certo ou errado. A empresa também escreve que explora “dimensões como interesse” ao assessorar como as respostas podem soar perspicazes, inesperadas ou inteligentes.
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